O que é artrite reumatoide: causas, sintomas e tratamento

Essa doença autoimune que ataca as articulações pode causar dores e deformações. Mas novos remédios permitem um controle adequado do problema

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Com os avanços da medicina, hoje dá para viver bem com artrite reumatoide (e livre de deformações) (Foto: Tomas Arthuzzi/SAÚDE é Vital)

A artrite reumatoide – que, entre outras várias pessoas, acomete a atriz Betty Faria – é uma doença autoimune caracterizada pelo ataque do próprio corpo às articulações, o que provoca inchaço, rigidez e dores nas juntas, capazes inclusive de limitar a movimentação no dia a dia. O distúrbio costuma atacar especialmente dedos, joelhos e tornozelos.

Se a inflamação crônica não for contida, leva a deformações e chega a degenerar inclusive os ossos. O comprometimento na qualidade de vida é ilustrado pela dificuldade de realizar tarefas tão simples como escovar os dentes.

A artrite reumatoide é mais comum em mulheres na faixa dos 30 aos 50 anos. Hoje se sabe que seus danos não se limitam às juntas. O estado de inflamação instaurado pelo distúrbio aumenta o risco de entupimento nas artérias e, consequentemente, infartos e AVCs, além de repercutir na saúde dos olhos, dos nervos e dos pulmões.Veja também

Sinais e sintomas

– Dor e inchaço nas juntas
– Rigidez nas articulações, principalmente pela manhã
– Dificuldade de movimentação dos dedos ou dos membros
– Redução do apetite e perda de peso
– Febre baixa
– Fadiga
– Nódulos visíveis na pele próximos às juntas

Fatores de risco

– Predisposição genética
– Sexo feminino
– Excesso de peso
– Tabagismo
– Desequilíbrios hormonais
– Depressão, possivelmente ( Encontre psicólogos em manaus )

A prevenção

Como a origem da artrite reumatoide não é plenamente conhecida, ainda não é possível falar em prevenção primária. Podemos, sim, prevenir complicações e limitações impostas pela doença. E isso se faz com diagnóstico e tratamento precoces.

Exercícios realizados com indicação médica e sob a supervisão de um educador físico também ajudam a contornar os sintomas e a devolver qualidade de vida. Estudos sugerem que, pelo potencial anti-inflamatório das gorduras mono e poli-insaturadas, o consumo rotineiro de azeite de oliva e pescados como sardinha e salmão favoreçam o estado das juntas.

O diagnóstico

O profissional indicado para se chegar ao veredicto é o reumatologista, que, pelo exame físico, avaliação do histórico do paciente e radiografias de mãos e pés, já consegue ter uma boa ideia se a confusão nas juntas foi armada pela artrite reumatoide.

O especialista poderá compor a investigação por meio de exames de sangue, como o que apura a presença de um anticorpo conhecido como fator reumatoide. Outros testes não raro são solicitados para descartar condições autoimunes como lúpus e artrite psoriática.

Como os primeiros três meses após a eclosão dos sintomas são considerados essenciais para impor um bom controle sobre o problema, o diagnóstico precoce é considerado uma arma preciosa para conter a artrite reumatoide.Veja também

O tratamento

Ainda não há cura para artrite reumatoide, mas, felizmente, os remédios disponíveis hoje permitem ao paciente levar uma vida praticamente normal. Isso, claro, se seguir o tratamento à risca e adotar outros hábitos saudáveis, como a prática supervisionada de atividade física.

Existem diversas classes de medicamentos usadas para controlar a artrite — de anti-inflamatórios à base de corticoides aos chamados DMARDS, drogas antirreumáticas modificadoras da doença. Esses últimos são medicações biológicas injetáveis que anulam o processo inflamatório que se apodera das articulações.

Existem remédios mais novos e de uso oral, aliás, que atuam nas células de defesa que participam dessas reações. Enfim, com uma terapia individualizada e bem estruturada, é possível controlar o inchaço, a dor e a limitação de movimentos causada pela doença.

Durante as crises nas juntas, os médicos prescrevem repouso. Mas, fora dessas situações, praticar atividade física é mais do que recomendado, uma vez que melhora a mobilidade, baixa a inflamação e auxilia a silenciar a dor. Existem evidências ainda de que abandonar o tabagismo, se for o caso, conta pontos para manter a doença quietinha, já que o cigarro favorece o processo inflamatório.

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Obesidade cresce e atinge quase 20% da população

Em 2008, taxa era de 11,8%; entre as principais causas do aumento de peso está o consumo de produtos ultraprocessados

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Alimentação: brasileiro ainda compra muitos itens calóricos e sem tanto valor nutricional (zeljkosantrac/Getty Images)

Enquanto parte dos brasileiros incorporou mais frutas e hortaliças à dieta e tem se exercitado mais, outra parcela da população está ficando mais obesa.

De acordo com a Pesquisa de Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel), divulgada hoje (24) pelo Ministério da Saúde, a taxa de obesidade no país passou de 11,8% para 19,8%, entre 2006 e 2018.

Foram ouvidas, por telefone, 52.395 pessoas maiores de 18 anos de idade, entre fevereiro e dezembro de 2018. A amostragem abrange as 26 capitais do país, mais o Distrito Federal.

Para o secretário de Vigilância em Saúde, Wanderson Oliveira, apesar de ter havido melhora no cardápio, o brasileiro ainda compra muitos itens calóricos e sem tanto valor nutricional. “Temos ainda um aumento maior de obesidade porque ainda há consumo muito elevado de alimentos ultraprocessados, com alto teor de gordura e açúcar.” Segundo ele, o excesso de peso é observado sobretudo entre pessoas de 55 e 64 anos e com menos escolaridade.

O estudo mostra que, no período, houve alta do índice de obesidade em duas faixas etárias: pessoas com idade que variam de 25 a 34 anos e de 35 a 44 anos. Nesses grupos, o indicador subiu, respectivamente, 84,2% e 81,1% ante 67,8% de aumento na população em geral.

Sedentarismo e obesidade

A capital com o menor índice de obesidade foi São Luís, com 15,7%. Na outra ponta, está Manaus, com 23% de prevalência.

O ministério destacou que, no ano passado, ocorreu uma inversão quanto ao recorte de gênero. Diferentemente do padrão verificado até então, identificou-se um nível maior de obesidade entre as mulheres. A percentagem foi de 20,7% contra 18,7% dos homens.

Além de conferir a prevalência de obesidade, a Vigitel reúne dados sobre o excesso de peso. Os pesquisadores concluíram que mais da metade da população brasileira (55,7%) se encontra nessa condição, índice que resultou de um crescimento de 30,8%, acumulado ao longo dos 13 anos de análise. Em 2006, a proporção de brasileiros com excesso de peso era de 42,6%.

Nesse quesito, o grupo populacional com predominância é o de pessoas mais jovens, com idade entre 18 e 24 anos. As mulheres apresentaram um crescimento mais significativo do que os homens. O delas aumentou 40%, ao passo que o deles subiu 21,7%.

Mudança de hábitos

A pesquisa também constatou que os brasileiros têm seguido uma linha de hábitos mais saudável. O consumo regular de frutas e hortaliças, por exemplo, passou de 20% para 23,1%, entre 2008 e 2018, uma variação de 15,5%.

Com base nessa referência, a Vigitel considera que as mulheres têm se alimentado melhor, já que 27,2% delas mantêm o consumo recomendado. Entre homens, a taxa é de 18,4% e, entre brasileiros, de 23,1%.

Mexendo o corpo

Outro registro positivo diz respeito à prática de atividades físicas no tempo livre. A taxa subiu 25,7%, na comparação de 2009 com 2018. O salto foi de 30,3% para 38,1%.

A dedicação a uma rotina de exercícios que dure ao menos 150 minutos semanais, é algo mais comum entre homens (45,4%) do que mulheres (31,8%). Adultos com idade entre 35 e 44 anos geraram o aumento mais expressivo na última década, de 40,6%.

A taxa global de inatividade física sofreu queda de 13,8% em relação a 2009. O percentual de inatividades das mulheres é de 14,2% e o dos homens, ligeiramente inferior, de 13%.

Obesidade

Ao mesmo tempo em que muitos deixam o sedentarismo, um número maior de pessoas também afasta da mesa refrigerantes e bebidas açucaradas. Ao todo, de 2007 a 2018, o índice de consumo desses produtos caiu 53,4% entre adultos das capitais.

Em material distribuído à imprensa, o ministério ressalta que uma das medidas do governo federal para promoção de uma alimentação adequada é um acordo fechado com representantes da indústria alimentícia, que se comprometeram a reduzir a quantidade de açúcar em produtos. Encontre endocrinologistas em manaus clicando aqui.

Segundo a pasta, o acordo, feito em novembro de 2018, deve atingir mais da metade das bebidas adoçadas, biscoitos, bolos, misturas para bolos, produtos lácteos e achocolatados que chegam às prateleiras dos mercados.

A previsão é de que 144 mil toneladas de açúcar deixem de ser usadas nos produtos até 2022.

Diabetes

No documento, o ministério ressalta que nos últimos anos os entrevistados da pesquisa Vigitel têm demonstrado um conhecimento mais amplo sobre saúde,o que facilita a descoberta de doenças como diabetes.

Na avaliação da pasta, outro fator que tem contribuído para os diagnósticos é o acesso às Unidades Básicas de Saúde (UBS), na Atenção Primária. De 2006 para 2018, houve um aumento de 40% no volume de pessoas diagnosticadas com a doença.

O balanço mais recente, feito no ano passado, contabilizou 7,7% da população adulta brasileira com o quadro de diabetes confirmado, proporção que era de 5,5% em 2006. As mulheres têm um percentual maior de diagnóstico: 8,1%. O índice dos homens é de 7,1%.

Segundo o ministério, no intervalo de 2008 a 2018, o acesso a medicamentos para diabetes aumentou em mais de 1.000%. No ano passado, foram distribuidos 3,2 bilhões de medicamentos a 7,2 milhões de pacientes. Em 2008, o quantitativo foi de 274 milhões de unidades entregues a 1,2 milhão de pacientes.

Atualmente, o SUS [Sistema Único de Saúde] oferta de forma gratuita o tratamento medicamentoso para a doença, entre eles, cloridrato de metformina, glibenclamida e insulinas NPH e regular. Em 2018, a pasta investiu R$ 726 milhões na aquisição dos medicamentos.

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Andropausa – Uma realidade do homem moderno

A Andropausa ou cientificamente chamada de DAEM (Distúrbio Androgênico do Envelhecimento Masculino) é uma realidade cada vez mais diagnosticada no consultório em homens após os 40 anos. Algumas doenças e o próprio envelhecimento mimetizam os sinais da andropausa. A deficiência de testosterona (principal hormônio envolvido) se manifesta clinicamente por múltiplos sintomas, desde os sexuais até os menos específicos, que se refletem na queda do desempenho físico e mental e em problemas neuropsiquiátricos (como depressão, ansiedade, irritabilidade e dificuldade de concentração). Os sintomas não específicos da andropausa raramente são reconhecidos como decorrentes de deficiência androgênica, sendo, assim, atribuídos ao estresse causado pelo trabalho ou a dificuldades do cotidiano. Eventualmente, alguns homens com deficiência de androgênios apresentam sintomas não específicos da ANDROPAUSA, como ondas de calor, suores e sensação de frio e palpitações.

Tais sintomas prejudicam a vida sexual, provocando a redução do desejo (libido) e da capacidade de ereção. Entre tantos sinais e sintomas da ANDROPAUSA, um dos maiores é a ausência de ereções espontâneas pela manhã, hoje um dos principais mecanismos fisiológicos para assegurar a longevidade da função peniana. Existem hoje questionários específicos para avaliação da ANDROPAUSA que são utilizados em conjunto com a dosagem hormonal para o diagnóstico e seguimento durante o tratamento que envolve de forma indissociável: reposição hormonal, atividade física e dieta. Em caso de sinais sintomas de ANDROPAUSA o homem deve procurar um urologistas em Manaus, com formação em Andrologia para devido tratamento. É muito comum hoje ser iniciada a reposição hormonal sem uma completa avaliação da saúde prostática para se descartar a possibilidade de um TUMOR DE PRÓSTATA pré existente que poderá evoluir de forma rápida com o uso de testosterona. Os grupos de maior risco para existência de um câncer de próstata após os 40 anos são: História Familiar de Câncer de Próstata, Raça Negra e Obesidade. Tendo em vista sua alta incidência, a ANDROPAUSA deve ser também investigada durante os exames preventivos prostáticos anuais. Faça seu teste em nosso site e avalie se vc tem ou não ANDROPAUSA e qual o grau da mesma.

Texto desenvolvido pelo Dr. Cristiano Paiva, Especialista em Urologia – caso você deseje agendar uma consulta acesse: https://ipok.app/profissional/cristianopaiva

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Câncer de próstata

O câncer de próstata é a neoplasia maligna mais comum entre os homens. A próstata é uma glândula  localizada na parte baixa do abdômen e à frente do reto. A doença ocorre quando células dessa glândula começam a se multiplicar de forma desordenada.

Sintomas

Geralmente, o câncer de próstata pode não apresentar sintomas na fase inicial. Alguns pacientes podem, inclusive, nunca ter sintomas. Por isso é fundamental que a partir do 40 anos, quando os fatores de risco aumentam, homem faça exames preventivos de rotina, para que haja a detecção precoce. Quando o tumor maligno cresce, os sintomas mais comuns estão relacionados à dificuldade para urinar, com urgência, dificuldade e levantar várias vezes à noite para ir ao banheiro.

Prevenção

Como se prevenir?

Dieta rica em frutas, verduras, legumes, grãos e cereais integrais e com menos gordura;
Consumir tomate;
Pelo menos 30 minutos diários de atividade física;
Manter o peso adequado à altura;
Diminuir o consumo de álcool;
Não fumar;
Homens a partir dos 40 anos devem realizar exames de rotina;
Quem tem histórico familiar da doença deve avisar o médico, que indicará outros exames necessários.

Tratamentos

De acordo com a fase do tumor e as características do paciente, o médico poderá definir quais as melhores formas de tratamento. Nos estágios iniciais da doença (tumores localizados e localmente avançados) a prostatectomia radical é indicação ouro. Consiste em uma cirurgia para retirada da próstata e apresenta altos índices de cura podendo restaurar totalmente a saúde do homem.

Texto desenvolvido pelo Dr. Cristiano Paiva, Especialista em Urologia – caso você deseje agendar uma consulta acesse: https://ipok.app/profissional/cristianopaiva